quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Vamos fazer um strip-tease?

Hoje, 1º de dezembro, depois de um ano sem escrever no blog, volto querendo desafogar... Uma espécie de preparação para um novo ano.

Novo? Como fazer para que o ano seja realmente NOVO? Muitas fórmulas são despejadas por aí, como garantia de que se viverá melhor ao seguir os mandamentos da vida moderna: não fumar, ser saudável, malhar, correr, ganhar mais, priorizar isso ou aquilo...Enfim, fórmulas e mais fórmulas... Porém, somos seres subjetivos e, não cabemos em tubos de ensaio. Por sso, podemos bolar nossa própria fórmula mágica...

Pra mim, um dos caminhos certeiros é: Despir-se! Isso mesmo, não falo de roupas e, sim de cargas desnecessárias que, insistem em pesar em nós. Preocupações, sejam elas pequenas ou não, tendem a nos tirar do prumo e impedir que vejamos coisas deliciosas e reais do dia-a-dia.

Trechos de um texto da jornalista Martha Medeiros ilustram bem a força de uma mulher "nua"...

"É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos - aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.

(...)

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo.

Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor".

Então...Que tal um strip-tease agora?

Martha Medeiros












quarta-feira, 11 de agosto de 2010

...Tá ouvindo?

Há quem goste e quem odeie, Nietzsche é assim...Começo este post com uma brilhante tacada deste pensador...  "E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."

Esta frase abre um leque de interpretações, uma das minhas é que Niet nos convida ao insano, ao inesperado, a deixar de lado as convenções e arriscar, sem medo a parecer "insano”. Afinal, o que é insanidade?

Hoje, insano é quem quebra regras, costumes, perde a linha. Quem não segue o “bando”, a moda. Quem não fala os jargões da TV. Isso é ser insano?

Julgamos facilmente a mulher que se veste vulgarmente, mas que tem um grande coração e queremos ser muitas vezes, aquela fina, que por trás maltrata e fere quem não pode se defender.

Onde está afinal a música?! Perdemos a sensibilidade da percepção do outro, de simplesmente observar Precisamos de música, de ritmo, de melodia, para que a vida seja mais leve a ponto dos pés poderem sair do chão e quem sabe dançar, como se ninguém estivesse olhando.

Aline Lima



terça-feira, 10 de agosto de 2010

E, você sabe que faz de conta?

Como previa Renato Russo, o mal do século é a solidão. Mesmo com tanta tecnologia, badalações, ocupações, o ser humano se sente a cada dia mais só. Não por falta de pessoas, mas por não se deixar envolver, por não se dar, não se permitir, ou por muitas vezes não enxergar o que se tem e quem se tem, e nisso perde-se em momentos simples, que podem estar carregados de felicidade... Esse texto fala das máscaras que usamos diariamente, conscientemente ou não...

Faz de Conta


Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO

Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.

Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.

Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.

Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.

Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.

Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.

Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.

Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy: FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.

Martha Medeiros

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Você sabe se defender?

Alguém disse: Você não precisa de defesa, você sabe se defender.
Pronto foi só eu ouvir isso que meus pensamentos já começaram a fervilhar...

Dentre todos os seus significados, um me chamou atenção. Defender: Abrigar-se, pôr-se a coberto, pois é daí comecei este novo post.

Do que tanto as pessoas se defendem? Claro, minhas amigas estudantes de direito dirão: Todos têm direito à defesa e blá blá bla blá! Garotas, mais a minha "defesa" vai além dos tribunais.

Falo, ou melhor, escrevo sobre a defesa que fazemos ou que levantamos contra coisas ou pessoas que queremos,isso mesmo!

Hoje, são tantas as desconfianças que as pessoas se defendem do que querem, do que desejam, do que esperam, sem nem perceber, exatamente!

As pessoas,nós nos defendemos do amor, das amizades, do medo, da dúvida, do risco,do perdão, do sorriso, as mulheres se defendem dos cafajestes (os homens amam "as pistoleiras") tudo porque na maioria das vezes a defesa é melhor que o fracasso,ou menos doloroso e mais abrigo, abrigo, nem sempre tão seguro, já que nós defender demais pode nos afastar do que realmente queremos.

Talvez a melhor defesa seja um sorriso largo e um : pode falar eu escuto, agora me defender só se valer muuuuuuuuuuito a pena!

terça-feira, 7 de abril de 2009

Eu quero 1 e ½

O tal do meio me intriga em algumas coisas...Não me convence, nem me interessa em alguns casos...
Pensemos... Meio abraço, meia verdade, meia briga, meio porre, meio amor, meio beijo, meio amigo, meio sofrimento, meia alegria, meia mentira, meio banho de chuva, que sem graça, não?

Gostoso é se entregar, sem fracionar!
Eu prefiro e exigo o inteiro! Eu quero 1 e ½! Isso mesmo, tudo e mais um pouco.
Acredito que grandes biografias são feitas de entregas, completas, frustradas ou não.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Despir é necessário!

"Vocês riem de mim por eu ser diferente, e eu rio de vocês por serem todos iguais" Bob Marley ... Lembrei dessa frase ontem quando pensava em comida chinesa...Acreditem nunca gostei de comida chinesa, até provar...Isso relacionado à cultura a analogia é válida.

Pois é muitas vezes não queremos nos misturar, o diferente nos assusta, nos instiga, nos incomoda, pode nos apavorar, sim! Não queremos nem olhar por puro medo do diferente. Porém, isso não nos dá o direito, nem nos credencia a excluir, desprezar, humilhar, bater e por que não matar (ou já se esqueceram do índio Galdino,queimado vivo no DF). Matar não "só" no sentido físico, e sim não permitir que o outro revele sua cultura, amordaçar sua linguagem, julgar o outro por se mostrar um ser livre, ímpar, único, como o ser humano é e pode ser.

Permita! Se permita! Respeite! E se ainda sim o igual for o seu preferido, combinamos assim: Se não quiser: não coma, não use,não olhe, não se vista do outro, mas permita que o outro possa se despir do SEU igual.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Linguagem como IDENTIDADE

A linguagem é a identidade máxima do ser humano, com suas particularidades, forma-se um individuo único de acordo à sua subjetividade, sendo o homem um ser da ordem do simbólico.

Um dos autores que melhor falam disto, Benveniste ressalta que é na linguagem e, pela linguagem que o homem se constitui como sujeito. A tal modernidade e, suas mudanças trouxeram o surgimento de mídias, cultura, política e as artes, cada qual em sua área representa e dirige setores da sociedade e na maioria das vezes cria-se uma linguagem massificada , algo que todos falam e que todos se acostumam a ouvir e, tudo o que for diferente dessa linguagem soa incerto, errado.

Confira o vídeo: